História do Bandoneón

Uma viagem no tempo através da alma do tango

História do Bandoneón

1880 — 2026

A Milonga Julié apresenta uma exposição única em seu tipo: a coleção histórica de bandoneóns e concertinas pertencentes a "La Casa del Bandoneón". A mostra oferece uma viagem no tempo através dos diferentes modelos, materiais, origens e épocas de fabricação deste emblemático instrumento, percorrendo sua evolução técnica e estética desde 1880 até os dias atuais.

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Anos de história

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Tons em um único instrumento

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Bandoneóns cocriados

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Peças em exposição

Origens e Características Técnicas

A exposição concentra-se principalmente na produção alemã entre o fim do século XIX e meados do século XX, destacando:

Procedência: Instrumentos históricos fabricados em Chemnitz (Saxônia) e outras importantes regiões alemãs.

Variedade: Modelos que vão de 40 a 156 tons.

Materiais: Peças construídas em madeiras nobres como nogueira, pinho e jacarandá.

Autenticidade: Vários exemplares conservam intactos seus sistemas originais de palheta livre.

Marcas e Fabricantes Lendários

A coleção reúne os nomes mais importantes e respeitados da luteria histórica:

  • Alfred Arnold (AA) e Ernest Louis Arnold (ELA)
  • Uhlig & Lange
  • Josef Rauscher e Stark
Marcas e Fabricantes Lendários
Joias e Raridades da Coleção

Joias e Raridades da Coleção

Entre as peças mais exóticas e difíceis de ver no mundo, destacam-se três exemplares:

  1. 01

    Concertina automática "Tanzbar" (c. 1900): Um sistema mecânico que funciona com rolos de música.

  2. 02

    O "Sheng": Antigo instrumento de sopro chinês, considerado pela história como o precursor direto do bandoneón.

  3. 03

    Modelos "Sistema do Reno": Variantes fundamentais que representam os primeiros desenvolvimentos de design do instrumento.

Oscar Ficher, luthier nascido em Buenos Aires em 1966.

Oscar Ficher, luthier nascido em Buenos Aires em 1966.

  • Fundador de La Casa del Bandoneón e da primeira escola do mundo especializada em luteria de bandoneón.
  • Restaurador desde 1995 e principal impulsionador da Lei de Patrimônio Cultural do Bandoneón (Lei 26.531).
  • Cocriador de mais de 300 bandoneóns desde 2013 junto com Nahuel Aguirre.
  • Autor do livro Construção e Desconstrução do Bandoneón.
  • Criador do Museu do Bandoneón e do Instrumento de Palheta Livre.

Cronologia da Exposição de Bandoneóns e Concertinas

O ponto de partida desta história está na Ásia. O sheng chinês é considerado um dos grandes antecessores de toda esta família de instrumentos.

  1. 1840

    Sheng – China

  2. 1850

    Bandoneón Sistema do Reno – 76 tons – Alemanha

  3. 1890

    Bandoneón Sistema do Reno – 106 tons – Alemanha

  4. 1890

    Concertina C.F. Uhlig & E. Lange – 76 tons – Alemanha

  5. 1900

    Concertina automática com rolos de música – Alemanha

  6. 1902

    Bandoneón Sistema do Reno – 102 tons – Alemanha

  7. 1910

    Concertina Uhlig – 76 tons – Alemanha

  8. 1910

    Concertina DRCM – 94 tons – Alemanha

  9. 1920

    Concertina DRCM – 88 tons – Alemanha

  10. 1920

    Concertina inglesa – 40 tons – Alemanha

  11. 1922

    Bandónica GFC – 20 tons – Alemanha

  12. 1925

    Concertina – 94 tons – Alemanha

  13. 1926

    Bandónica – Alemanha

  14. 1927

    Concertina Ernest Louis Arnold – 102 tons – Alemanha

  15. 1930

    Bandoneón Josef Rauscher – 156 tons – Alemanha

  16. 1930

    Concertina Stark – 104 tons – Alemanha

  17. 1948

    Bandoneón Einheit – 144 tons – Alemanha

  18. 1959

    Fisarmônica / Acordeão de mesa com ventilador elétrico

Esta exposição percorre mais de um século de evolução musical: desde o Sheng chinês até os bandoneóns que deram origem à alma do tango em Buenos Aires.

Não é apenas uma coleção de instrumentos: é a viagem que transformou uma invenção europeia na voz do tango argentino.